História

A capela, sob o glorioso título de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, acha-se situada à Rua Bacaíris, 390, Taquara – Jacarepaguá, sendo inaugurada oficialmente em 14 de maio de 1967, segundo edital expedido pela Cúria Metropolitana, sob o selo e armas do Ilmo. Senhor Cardeal Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, Dom Jaime de Barros Câmara.

O terreno para construção da futura Igreja, foi adquirido pela associação N. Sra. do Rosário de Fátima, sendo antes aprovado pela Mitra Arquidiocesana, na pessoa de seu DD. Procurador Geral Mons. Ivo Calliari.

Todos os dias, às 18h da noite, nesta Capela, desde a sua função, têm-se o piedoso costume de se rezar o terço, o qual é acompanhado com satisfatória e relativa freqüência de fiéis.

Esse piedoso movimento mariano, de recitação diária do terço, deve-se a bem da verdade, à feliz e louvável iniciativa de D. Laura Ramos de Paiva, filhos e outras devotas famílias residentes no local e adjacências.

A linda imagem de Nossa Senhora de Fátima, adquirida em Portugal em abril de 1967, encontra-se, desde junho, em um lindo nicho adrede preparado. E toda ela feita de madeira, os olhos de vidro, medindo 1,35 e encimado a cabeça de uma belíssima coroa de prata. De suas mãos pende também um rico terço de prata. O feitio do rosto é um pouco inclinado denotando visivelmente um semblante  sereno, realmente enternecedor e convidativo à piedade e devoção de quem ali se aproximava.

Os meses foram se passando

DIA 22/08/1967 – Nesse dia, após a recitação do terço, às 18h30min, D. Laura, como de costume, pediu às filhas  Lourdes e Maria Thereza, fossem apagar as duas velinhas do altar. Ali chegando, fizeram o que sua mãe lhes ordenara. Como é próprio de crianças, olharam para a Imagem e, qual não foi o seu espanto, notaram que ela estava chorando, ao que chamaram imediatamente a mãe para também verificar o fato.

Relata-nos D. Laura que suas filhas, nesse dia, não ficaram muito atentas, como deviam, durante o terço, razão pela qual até ralhara com elas; pois, no seu entender, foi talvez por isto que nossa senhora estava chorando. Diante disso, Lourdes e Maria Thereza, a mando de sua mãe, saíram logo à rua e vizinhança e principalmente aquelas famílias religiosas que vinham acompanhando-as na reza do terço. Dentro de poucos instantes, a capelinha se tornou pequena para comportar enorme massa de povo.

O Revmo. Senhor Capelão, Pe. João Batista Bisio, assim que informado do ocorrido, logo para lá se dirigiu. Ao chegar, mandou incontinenti recolher em uma concha, o líquido destilado do rosto da virgem, o que, segundo seu parecer, tem a semelhança de parafina ou de cera derretida. Disse ao povo, ali reunido: Nossa Senhora deverá chorar outra vez para desfazer o meu ponto de vista. Seria bom que o povo ficasse aqui vigiando, pois outra vez Ela deverá chorar.”

Nesse mesmo dia 22, exatamente às 23h30min, o interior da capelinha bem como a praça fronteiriça se achava apinhados de fiéis e de carros. E a Virgem chorou intensamente, podendo o fenômeno  ser observado por milhares de pessoas. Suavemente descia o líquido por sobre o rosto da Senhora e o povo ficava profundamente admirado, não deixando, como é óbvio e natural nesses casos, de externar os seus comentários. O fato durou das 23h30min às 3h da madrugada do dia seguinte, 23 de agosto de 1967. Na 4º e 5º feira, a saber: 23 e 24 de agosto de 1967, o fenômeno não se repetiu e nem houve algo que fosse digno de nota.

Dia 25 de Agosto de 1967 – Neste dia, às 16h45min voltou a Virgem Senhora a chorar e, dessa vez, mais copiosamente do que ocorreu a 22 de agosto de 1967, ficando logo a capelinha e a praça fronteiriça, literalmente ocupadas de  gente e de carros, caminhões e de todas as espécies de condução.

Organizaram-se, então, longas e intermináveis filas de fiéis que acorriam dos outros bairros vizinhos, da cidade, dos estados, para contemplar a gloriosa Virgem e rezar diante dela, pedindo-lhes graças e bênçãos.

Do dia 22 de agosto de 1967 para cá, um surto admirável de fé e devoção irrompeu dentre o povo para com Nossa Senhora, aí se congregando todos os dias para rezar o terço e cantar os seus louvores.

Jacarepaguá todo recebeu uma sacudidela e ocorreu em peso à capelinha para, aos domingos, assistir às missas que lá eram celebradas. O número de comunhões cresceu notória e consideravelmente, provando a verdade de quem se agarra firmemente ao manto azul de Maria Santíssima, encontra-se necessariamente com o seu Divino Filho Cristo Jesus.

Como na terça-feira do dia 22 de agosto de 1967, o fenômeno durou das 16h45min do dia 25 até às 5h da manhã do dia seguinte ou seja, 26 de agosto.

DIA 26 de agosto de 1967,  nesse dia, às 14h30min, novamente Nossa Senhora chorou, cuja duração se estendeu até ao domingo, 27 de agosto.

E as romarias intermináveis de povo se sucederam no afã e ânsia incontida de ver a gloriosa Santa e pedir-lhe graças ou agradecê-las, pois Ela é a medianeira, a mãe de todas as graças.

DIA 3 e 20 de setembro de 1967, novamente a Virgem Senhora chorou nesta datas, a saber, das 15h30min ás 19h, como de costume, acorrendo à capelinha enorme e incontável quantidade de povo, acompanhado ali devotamente a recitação do terço, que é a devoção predileta e tão insistentemente recomendada pela excelsa e celestial Senhora, em todas as suas aparições: de Lourdes, Portugal e La Salette.

Estado da Guanabara, 13 de maio de 1968

Luiz de Paula e Silva

A Capelinha não comportava mais tantas pessoas que vinham de outras regiões e de outros estados. Resolveram, então, construir um Templo maior onde pudessem ser acolhidos fiéis de todos os lugares.

Com a ajuda de toda comunidade da Taquara viabilizaram, através de doações, ajuda de paroquianos, fiéis e comerciantes, a construção de um novo Templo, que foi construído em tempo recorde.

Sendo hoje, a nossa igreja, o nosso templo, onde participamos ativamente todos os domingos e dias Santos, de Missas e celebrações. Atitude que condiz com um verdadeiro católico.

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